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Blog do Patez


O homem religioso=> paraíso=> hecatombe...

Dois dias atrás me deparei com um homem religioso, percebi que este era dotado de grande eloqüencia, era um tipo bonachão, tinha uma inteligência decorada, suas palavras denunciavam alguém profundamente condicionado a manter sua fé, e mais, até inventava algumas teorias como a do tipo: Maria deu à luz um espírito, Deus é espírito, Jesus é espírito, logo Maria deu à luz Deus (espantou-me tal lógica). Sem querer este homem cheio de boas intenções quanto à sua crença, contradisse o próprio livro que é a base de toda fé cristã, já que o mesmo diz que: - Ele enviou seu "filho" em sacrifício para o perdão dos pecados.

Este homem me fez algo de bom apesar de sua explanação ser pífia e contraditória. Me fez voltar a um tempo, onde eu em meus comentários sobre o homem religioso fui muito duro (poderia ter sido mais) com este típico seguidor fanático dessa mística crença. Um assunto em particular me faz refletir sobre o grande desejo de todo religioso que se preze, principalmente se ele for um religioso cristão ou que prefessa fé derivada desta cartilha, o desejo da volta do homem ao sonhado, buscado, vislumbrado e almejado "paraíso na terra". Esse é para mim um desejo de retorno do homem à sua condição pré-histórica, vejo que querem jogar no lixo toda evolução que o bicho homem conseguiu até hoje (ela houve?, tendo quem pense assim chego a duvidar), e vejo também que é justamente na capacidade de raciocinar que reside a diferença entre ele e os demais animais. Como se faria então esse retorno?

Sei que o homem vem tentando sua auto-aniquilação há muito tempo,mas para tal retorno seria necessário uma grande doença, uma hecatombe que aniquilasse 98% da raça humana mais ou menos. Para eles a vinda daquele que morreu fará isso e uns poucos e minguados gatos pingados, apenas esses sobreviveriam. Mas pensado sem ilusão o que possibilitaria tal feito de nos levar a este estágio é esta grande morte através da tragédia máxima da morte de bilhões Estamos vivendo a grande hecatombe da imbecialização, da estupidificação e depravação da inteligência e da capacidade de pensar, o raciocínio morno e mórbido da grande maioria que jaz entorpecida em um  estado de letargia sufocante.

Rodam em círculos sem saber o que pensar, precisam de alguém que lhes diga como fazer, oque fazer, por que fazer, incluindo-se aí também o agir. Uma dependência brutal e idiótica, patética. Nasceram imóveis e passam pela vida-ou boa parte dela- nesta mesma falta movimento, quando se movimentam é para a própria destrição ou bestialização. Criaram para eles então um mundo paralelo de fantasias e utopias, idéias de paraíso, danação, perdão e por aí vai. Pensam seus "salvadores" que ajem como amas secas: -Sem nós eles estariam perdidos, para coroar esta teia de aranha ilusória que tal darmos à eles uma esperança tão tola quanto vã para se deleitarem e até quem sabe não alcaçarem-na.

Um monte de peixes desmemoriados (pois dizem que a memória dos peixes dura 30 segundos no máximo), uma massa desmiolada assim é muito mais fácil de controlar--para seu próprio bem!

 



Escrito por Patez às 13h36
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Ser ou ser!

Em certos momentos da vida sempre nos deparamos com as questões filosóficas do ser. Honestamente agradeço à todos filósofos que em seus questionamentos formularam verdadeiros esquemas filosóficos, e por momentos até matemáticos para demonstrar que "existimos". Mas estas questões existem por que?, para que?, a quem interessam?, sua finalidade é prática?

Ou seriam um amontoado de palavras ditas e escritas para encher, dar mais substância à seus livros. Mais algumas páginas de controvérsias, discursos longos e enfadonhos...! Tenho alguns desses filósofos em minha admiração (pela coragem de pensar, dar estrutura ao pensamento, sair do marasmo de suas épocas, pensando diferente aos demais). Mas eles poderiam ser um pouco mais "diretos".

Estas eram minhas questões e críticas aos filósofos antes de começar a entendê-los melhor. Sei que até por serem homens (digo homens por que as mulheres de outrora eram mui reticentes ao dar suas opiniões, as vezes nem poderiam dá-las pois não tinham crédito no mundo acadêmico) que estavam à fente de seu tempo precisavam de muitas palavras para convencer os outros que não partilhavam de seu conhecimento e arguta inteligência. Psicológicamente o tipo filósofo é muito estranho aos seus contemporâneos, que sempre em sua maioria são preguiçosos demais, lentos demais, e pouco usam a faculdade intelectual (grande desperdício, estes não fazem jus ao cérebro que possuem, deviam nascer sem a tal massa cinzenta-seria à eles mais confortável)

Creio também que muitos desses filósofos se perderam em sua própria teia de palavras, suas conjecturas depois da idéia inicial, já não sustentam depois de algum tempo a idéia principal e motora de suas explanações.

Mas vejamos: eu afirmo que sou o que sou, independente do que sou, por ser oque eu sou, digo que sou porque penso que sou! E quer saber por que eu tenho que afirmar que sou alguma coisa ou algo?

E não concordo com alguns filósofos que ao se aproximarem de algumas vertentes de ensinamentos budistas, induistas e etc, dizem que pensamos que somos alguma coisa e que o mundo real é IRREAL?????!!!! Sei lá pode ser que tomaram uma boa dose de LSD, ÓPIO ou algum alucinógeno que os desperta para essas conclusões caleidoscópicas onde nem eles nem nós podemos nada absorver de tudo isso!

Muito louco esse o mundo dos filósofos! Mas em todo caso é o mundo mais lúcido que apavora a maioria das pessoas!



Escrito por Patez às 18h43
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