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Blog do Patez


Animal laborans!

O título cabe perfeitamente ao tipo de homem e mulheres que são verdadeiramente "burros de carga" na sociedade moderna-- chego a duvidar se é realmente moderno o atual jogo social ou se o mesmo seria secular, muito secular. Estas pessoas independente de sua classe socio-econômica, passam a vida a trabalhar, pensam em trabalho até nas suas horas de folga, viciados que são em trabalho quando estão em férias tem ataques de dependência. O trabalho é edificante concordo, mas como sou avesso a qualquer vício penso que o vício do trabalho também idiotifica o homem.

Penso-- desde a tenra idade-- que quem muito trabalha tem pouco tempo para pensar, que é algo que muito estimo. O trabalhador compulsivo não percebe outra coisa ao seu redor que não seja o trabalho árduo  e paciente, são marteladores monótonos, repetidores da ação ininterrupta, a programação social que foi-lhes gravada teve êxito total, e ela diz:- trabalhe, trabalhe, trabalhe... infinitamente.

Poucos conseguem sair desse imbecilizante processo. Quando saem conseguem ver ao olhar o passado, que perderam precioso tempo de suas vidas à martelar. Mas aí já estão com tendinite, gastrite, reumatite, e muitos outros "ites". Esta parada para a reflexão ao ocorrer tardiamente faz com que sintam um grande remorso, um grande vazio existencial se apodera destes como que um vácuo, uma grande nuvem de incompreensão e instabilidade por fim os faz mesmo que aposentados a querer voltar ao trabalho, pois pensam (desesperançosos que estão) que  já não tem mais nada o que fazer ou mesmo aprender.

Raros são os que ao sair deste vórtice de dúvidas e incompreensões, livram-se deste estado dramático de situações nervosas, para com serenidade viver uma vida (ou oque resta dela) ainda frutífera, e mesmo na velhice aprender enquanto ensina. Compreender-se e aceitar-se como alguém que tem muito à ensinar, tomar essa grande responsabilidade que tem o mais velho e mais experiente em formar --ou ao menos ajudar na formação-- as futuras gerações, auxiliará este ser humano a viver de forma plena, podendo descobrir depois de tanto trabalho que ainda resta vida além do trabalho maçante. O grande aprendizado começa agora:- depois de tantos anos suportando a sociedade, suportando a vida pode agora dizer com firmeza que venceu!

Raríssimos são os que mesclam trabalho e pensamento e tem essa vida plena bem antes do arrependimento de não tê-la vivido dos outros anteriormente citados. Em sua maioria estes são uma quase antítese do "animal laborans", daria à eles um título como "homo faber", são autocratas por natureza, respeitam a sociedade e exigem que esta os respeite. Suas ações dizem isso, dando sua contribuição, seu trabalho à sociedade, e a todo momento afirmando oque serenamente, sem grandes erupções de raiva e depressão (não está imune à elas, mas pode controlá-las) é o seu papel, compreendendo o mesmo e possibilitando através do seu conhecimento elevar outros à sua condição. Um homem ou uma mulher que sabe o valor da vida em sociedade não foge à mesma, prepara-a, modifica-a e por muitas vezes melhora as condições de seu meio. Devo ressaltar que o respeito ao meio-ambiente, sua educação esmerada e perene ação (mental e física) fazem deste tipo um ser humano à parte, sua criatividade elevada o faz ser destaque em qualquer setor onde está a sua atuação.

É lamentável que a ocorrência deste tipo-de ser humano- seja raríssima, o sistema político-social-econômico hoje vigente no mundo reprime e restringe o nascimento e formação destes--digo que até reprimem-- dando sempre preferência ilimitada para que nasçam e pululem os "burros de carga" sociais, infelizes e achatados mentalmente e psicológicamente por toda vida.

Dái o grande número de pessoas cuidando desastrosamente do resto de vida que pensam possuir, digo resto, por que entendo como resto o pouco--quase nada-- de tempo que têm para raciocinar, para refletir. A sociedade como um todo só teria a ganhar investindo em empreendedores natos, que pudessem revigorar em todo seu explendor o tipo homem! Mas como quem dita as regras são grandes e imbecis controladores do dinheiro mundial, mentecáptos, degenerados e descerebrados, isso  talvez acontecerá daqui a poucos milênios.



Escrito por Patez às 16h36
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